Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

UMA VEZ MAIS, LAMENTAVELMENTE, VIMOS PARA CASA MAIS CEDO. DESTA VEZ CALHOU SER A 20 DE JUNHO!

 

Chegou ao fim o nosso sonho, o sonho de Portugal. Para tal bastou enfrentar uma equipa organizada e fiável. Já com a Republica Checa havíamos denotado algumas fragilidades. Depois com a Suiça, com a tal equipa”B” em campo, que confesso não saber o que isso é num Campeonato da Europa onde os 22 jogadores seleccionados têm de estar todos ao mais alto nível, foi o que se viu e que agora me escuso a comentar.
Sobre o Euro 2008, e infelizmente, o que guardo na minha memória é uma sucessão de incidentes em torno da selecção que contribuiu para o decréscimo de entusiasmo de todos nós, que merecíamos muito mais da nossa equipa e dos seus responsáveis. Para não falar dos milhares de emigrantes que proporcionaram momentos raros de entusiasmo em torno de uma selecção de futebol. Exemplos dos incidentes não faltam, a saber:
- Ainda em território nacional, os cerca de dois mil viseenses que lutaram por adquirir um bilhete para um jogo-treino da selecção, enquanto seis mil convidados das empresas patrocinadoras garantiam o acesso gratuito;
- O anúncio prematuro e inoportuno do contrato milionário de Luiz Filipe Scolari com o Chelsea enquanto era solicitada concentração aos jogadores, perante o assédio de clubes e empresários. Rever hoje as imagens da conferência de imprensa realizada dias antes do início do Euro 2004 por Scolari, proferindo então palavras violentas sobre uma fuga de informação relacionada com uma alegada transferência para um clube nacional chega a ser um exercício chocante;
- A equipa pouco competitiva com que Portugal se apresentou frente a uma das poucas selecções com que era proibido perder. A Suiça, que garantiu a primeira vitória em fases finais de um europeu de futebol. Uma das duas equipas anfitriãs da prova realizada no território onde vivem e trabalham milhares de emigrantes portugueses, aqueles que pagaram quinze euros pela visualização de um mero treino da selecção…
- A afirmação de Scolari de que Portugal com as duas primeiras vitórias tinha cumprido o seu objectivo. Como se sabe, não voltou a ganhar um único jogo.
- A ida de Deco a Barcelona, ou a Chelsea, ou ao raio que o parta, após o jogo com os Checos, para tratar de assuntos pessoais (leia-se contratuais) demorou 2 dias. Os seus colegas de Selecção tiveram direito a 7 horas de folga. Estas diferenças de tratamento têm os seus custos no seio de uma equipa, como em qualquer organização. Hoje sabemos que Deco vai jogar pelo Chelsea, que por acaso, mas só por acaso,  vai ser treinado por Scolari. Portanto percebemos perfeitamente o porquê desta diferença de tratamento.
- O assédio do Real Madrid a Ronaldo no inicio do Euro. A ida de Sir Alex Fergusson à Suiça para convencer o Madeirense a não trocar Old Trafford pelo Santiago Bernabéu que transformou o estágio da selecção numa novela mexicana.
 -  A atitude obscura, irresponsável e pouco explicada da Federação Portuguesa de Futebol perante a UEFA no processo que legitimará o representante nacional na Liga dos Campeões deu mais uma vez a imagem que as estruturas organizativas do futebol português não acompanharam o salto qualitativo dos seus praticantes.
 
 
Infelizmente este é o nosso fado. Uma cúpula dirigente com a visão de uma caixa registadora e uma equipa composta por vários dos mais promissores jogadores do futebol mundial transformada num alegre grupo excursionista.
 
E.T. - Não é preciso fazer muito esforço para se eleger o responsável máximo por esta bandalheira. Chama-se Gilberto Madaíl, é presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e está à demasiado tempo no futebol português.
Esta é a hora de apontar a porta da saída ao senhor Madaíl, se este, como se prevê, não tiver a dignidade de se afastar por sua iniciativa. A Federação, para além de um seleccionador, deve começar também a procurar um novo líder, a quem deve caber a responsabilidade da escolha do futuro comandante da Selecção.
 

 

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publicado por ALMEIDA, ESTRELA DE PEDRA às 12:13

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1 comentário:
De Manuel Norberto Baptista Forte a 22 de Junho de 2008 às 13:30
Não é "acaso" nenhum que o máximo dos principais responsáveis por "...esta bandalheira.", já disse que se vai embora, mas se calhar e só quando tudo estiver ... certo !!!.
Para além de falta de perfil para máximo Dirigente de Futebol e muito menos da F. P. F.(Federação Portuguesa de Futebol) por demasiada permissividade a muitos e sucessivos factos de todo o conhecimento público, fora os demais, permitiu estas "coisas giras": apoios de bebidas alcoóllicas à Selecção de Futebol de 11, entidades bancárias pelo meio, e o demais que não se sabe, mas, que se virá um dia (quem sabe) a saber.
Foram coisas demais e ... a mais. Um Dirigente máximo que se preze e leve as coisas a sério, e não deseje só notoriedade visual (porque outra não a teve) tem de ser energénico quando tiver que ser, seja com quem fôr, e porque fôr.
De discursos bonitos (!?) está a socieade farta.
Que regresse em paz e com saúde ao ... Distrito de Aveiro.

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